Após decisão da Suprema Corte, Trump impõe nova tarifa global de 10%. Brasil é parcialmente favorecido com isenções.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, implementou uma nova tarifa global de 10% sobre importações após a Suprema Corte americana derrubar o tarifaço anterior baseado na legislação de emergência nacional (IEEPA). A decisão entrou em vigor nesta semana, gerando impactos no comércio internacional.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o novo regime tarifário deve poupar cerca de 46% dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, o que equivale a aproximadamente US$ 17,5 bilhões em-isento de sobretaxa adicional.
Entre os produtos beneficiados estão as aeronaves, que passaram a ter alíquota zero para ingresso no mercado estadunidense.
Apesar das isenções parciais, alguns setores brasileiros continuam sendo impactados:
A nova tarifa foi implementada após a Suprema Corte dos EUA decidir que o presidente excedeu sua autoridade ao impor tarifas amplas com base na IEEPA, anulando as taxas que haviam sido aplicadas a quase todos os parceiros comerciais.
Em resposta, Trump ativou a Seção 122 da legislação comercial, que permite a aplicação de tarifas de até 15% por um período de 150 dias.
Especialistas avaliam que o novo formato de tarifas, embora ainda represente uma camada adicional de complexidade comercial, é menos agressivo do que o tarifaço original. O Brasil se beneficia da anulação das taxas anteriores, o que pode aumentar a competitividade de seus produtos no mercado americano.
O governo brasileiro continúa monitorando a situação e avaliando possíveis respostas diplomáticas às medidas protecionistas norte-americanas.